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Profissional x Profissionalismo x Amador x Amadorismo

De uma forma geral, quando qualificamos alguém como profissional ou amador, seja na área da fotografia, seja em outras, essa qualificação está ligada à competência e ao conhecimento naquilo que faz.

 

Analisando pelo real sentido das palavras, temos:

Profissional: Responsável e aplicado no cumprimento dos seus deveres de ofício / Que pratica determinada profissão, seja de forma sistemática, seja para auferir lucros / Que ou aquele que exerce, por profissão, determinada atividade / Pessoa que faz uma coisa por ofício / Que ou quem revela profissionalismo.

Amador: (¹) Que ou o que ama; que ou o que tem amor a alguma pessoa; amante / Que ou aquele que gosta muito de alguma coisa; amante, apreciador, entusiasta / Que ou quem se dedica a uma arte ou um ofício por gosto ou curiosidade, não por profissão; curioso, diletante / (²) Que ou aquele que ainda não domina ou não consegue dominar a atividade a que se dedicou, revelando-se inábil, incompetente etc.; inexperiente / Que ou quem entende apenas superficialmente de algum assunto ou atividade.

 

Certa vez estava em um workshop e o profissional que ali estava disse que a diferença entre profissional e amador é que o profissional ganha pelo que faz, enquanto o amador faz por amor, portando não visa nenhum tipo de lucro, por menor que seja.

Pois bem, levando isso como uma verdade, se torna algo muitas vezes contraditório, já que vemos muitos profissionais amadores e muitos amadores profissionais.
Existem muitos casos de amadores que não devem nada em qualidade para um profissional. Assim como também já vi muitos profissionais que não tem qualidade técnica alguma e/ou competência para tal atividade e ainda por cima reclamam de pessoas que não cobram nada ou cobram os famigerados “preços módicos”.

 

“Só faço o que quero, como quero e para quem quero” – Rui Palha, fotógrafo português – em uma matéria intitulada AMADOR, COM MUITO ORGULHO.

 

Qual o problema então de não cobrar nada pelo que faz? NENHUM!

Ou você não cobra nada porque é amador¹ ou não cobra nada porque é amador².

O grande problema está em cobrar pouco. Isso sim é o que estraga tanto a si próprio, como outros profissionais, como o mercado em si, acostumando mal clientes que buscam um trabalho bem feito, só que pela vantagem do preço acabam optando por um serviço de baixa qualidade, muitas vezes se arrependendo amargamente no final e algumas vezes até tendo que gastar mais do que devia refazendo todo o trabalho.

“Ah! Mas eu ainda estou aprendendo… Não tenho tanta qualidade, prática e conhecimento”. Então, meu caro, NÃO COBRE!

Faça seu portfólio, estude, leia, crie referências, pegue experiência… Mas, faça de graça. Não cobre pouco pois o mercado, os clientes, se acostumam com isso e não querem disponibilizar o custo que realmente vale e demanda um serviço de qualidade e com competência. Há pessoas que realmente se sustentam com essa profissão e isso não atrapalha apenas essas pessoas como a você mesmo, porque uma vez que se cobra pouco nunca mais conseguirá cobrar um preço justo quando você se tornar apto e competente para a função. Chegará uma hora que você se sentirá preparado para o mercado e o seu portfólio também dirá isso, mas tudo que você irá ouvir do cliente é um belo: “Está muito caro”, seguido de um “obrigado, mas encontrei por um valor menor”.

Seja por amor, seja para sustentar sua vida, estude e se qualifique. Leia bastante e pergunte a opinião de outros profissionais e não de amigos, pois amigos tem uma feia mania de elogiar tudo, apenas pela amizade, mesmo quando aquilo não é bom. A pior coisa que existe é amadorismo² e não o amador¹.

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