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Tudo é Book! Mas, o que é Book?

Sim, eu já caí neste erro (ou não) de, por não saber categorizar um determinado trabalho, nomeá-lo como BOOK!

 

Isso com certeza é algo que acontece muito com novatos ou pessoas que não se informam – ou estudam – como deveriam. Apesar da principal falha ser dos profissionais, ou pseudo-profissinais, a culpa também é dos clientes, que não sabem exatamente o que é ou para que serve, mas querem aquilo!

 

Convenhamos que anunciar um “Book Fotográfico” enche muito mais os olhos de um cliente do que anunciar “Álbum Fotográfico”, “Ensaio Fotográfico” ou “Registro Fotográfico”.

Álbum dá a impressão de ser aquele livro físico, onde viramos as páginas e temos algumas fotos, o que remete principalmente, hoje em dia, ao casamento.

Ensaio parece algo amador para quem não conhece. Pode parecer que estamos usando o cliente como cobaia para nossos experimentos fotográficos.

Registro está mais ligado ao fotojornalismo do que qualquer outra coisa.

O que sobra então? Book Fotográfico!

Todo mundo começou a usar o termo, erroneamente, para qualquer tipo de ensaio, seja: 15 anos, casamento, infantil, festa… e até velório.

Não é à toa que vemos tantos anúncios de fotógrafos e estúdios sobre BOOK. Mas, se nem tudo é Book, o que é Book afinal?

 

Essa palavrinha, que traduzida para o português seria “livro”, está, na realidade, muito mais para “catálogo”. Ele simplesmente é – e deve ser – encarado mais como um catálogo porque o intuito dele é vender algo ou alguém.
A palavra Book remete aos modelos, e modelos não o fazem para mostrar aos seus amigos e familiares que são ou estão bonitos; o fazem para se venderem às agências e terem trabalhos em diversos setores como: desfiles, fotos publicitárias, eventos, moda e etc.

As perguntas principais que devem ser feitas para analisar se é um Book  ou não, são: É pra vender ou não é pra vender? O que será vendido? Qual o sentido de se fazer isso e para que ele vai servir?

No Book o(a) modelo é um objeto, e sua missão como fotógrafo é deixar esse objeto o mais vendável possível. Fazer com que os clientes olhem e queiram o produto que nela está, conforme suas características.

 

Com essa regrinha, a compreensão se torna mais fácil.

 

Depois de aprender isso e ficar refletindo e me culpando por não ter esse conhecimento, até então, para categorizar o meu trabalho, pensei: “Mas, espera um pouco! Por que alguém, que não é modelo, não possa querer se vender?”.
Não precisa ser comercialmente, mas pode ser que alguém queira se vender em algum sentido ou mostrar que está bonita, se “vendendo” a alguém
como uma pessoa bonita ou boa. Sendo assim, poderíamos usar o termo “Book Pessoal”, diferenciando-se do “Book Comercial”, geralmente feitos por modelos de agências.

Portanto, Book é uma regra que pode sim ter exceção, mas, mesmo assim, deve-se analisar qual o intuito e para que irá servir. Não banalize o termo mais do que já foi banalizado após a enxurrada de fotógrafos que surgiram com a era digital.

 

Hoje em dia tudo é book, mas na verdade não é!

1 Comment

  • O único texto que encontrei fora da tela, no Chrome, foram as TAGS. O resto está normal.

    Este site é compatível com todos os navegadores. Porém, a melhor visualização é pelo Firefox e Chrome.
    No IE algumas letras mudam de formato, mas a visualização também é normal.

    The only text I found off the screen in Chrome were the TAGS. The rest is normal.

    This site is compatible with all browsers. However, the best viewing is by Firefox and Chrome.
    In IE some letters change shape, but the display is also standard.

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